NORMAS ABNT

Normas ABNT de fabricação de Máquinas

para aumentar as fotos clque sobre elas.

Clean Room

Lavanderias CLEAN ROOM


1- Para atender as necessidades dos usuários em salas limpas, as vestimentas devem ser lavadas em ambiente com quais características?


Conceitos Básicos das Salas Limpas .


Devido aos constantes avanços no campo da ciência, houve a necessidade da criação de ambientes com atmosferas controladas para o desenvolvimento de processos com alta tecnologia e qualidade na fabricação, montagem e manutenção nas industrias Eletrônicas, Alimentícia, Farmacêutica, Laboratórios, Precisão entre outras, e principalmente a Hospitalar.
As Salas Limpas proporcionam um ambiente proprio para os processos necessários na manufatura de delicados mecanismos e componentes, com a eliminação da contaminação em seu interior garante a alta qualidade final nos produto eliminando futuros defeitos.
Aplicação .
Atualmente diversas áreas necessitam da condição de controle do Ar como, Engenharia de Precisão, Eletrônica, Indústrias Farmacêuticas, de Alimentação, Fotografia, Hospitais, Laboratórios de Pesquisa Biológica, Etc. Na industria da microeletrônica os cuidados serão maiores a respeito da contaminação por particulados, haja visto que, na manufatura de placas, inserção de componentes, circuitos miniaturizados, a presença de uma simples partícula poderá danificar componentes, e mesmo a qualidade das mesmas.
Diversos tipos de problemas são causados pela má qualidade do Ar nos processos de fabricação , ocasionando a proliferação de microorganismos em placas, chips e demais componentes. É necessário manter ambientes Limpos nos processos da industria Eletrônica, Farmacêutica, Hospitalar, e demais dependências onde o ar e o principal meio de contaminação.
Classificação .
O método usualmente utilizado para a classificação das Salas Limpas é sugerido pela norma Federal Standard 209E (EUA), a qual utiliza um Pé cúbico para a contagem de partículas . Atualmente esta norma foi substituída pela norma internacional ISO 14644 - 1 , onde a classificação das Salas Limpas e feita em função do numero de partículas por metro cúbico de ar.

Federal Standard 209E


Vestimentas Especiais para Uso em Salas Limpas .
Os operadores de Salas Limpas se constituem na maior fonte de contaminação da área. Eles conduzem contaminantes para o interior das Salas Limpas na sua própria pessoa, como também continua gerando-os durante o desempenho de suas funções.
A sofisticação da tecnologia atualmente em sistemas eletrônicos, hidráulicos, eletromecânicos, eletro-ópticos, requer uma precisão tão elevada em seus processos que, a presença de partículas microscópicas é totalmente indesejável, com o avanço na tecnologia e métodos de limpeza, controle ambiental rigoroso, maior conscientização e treinamento de operadores, Vestimentas com alta tecnologia , são esforços bem sucedido no controle da contaminação.
Podemos concluir que, a busca incansável pela excelência da qualidade nos produtos manufaturados em diversos segmentos industriais , as Salas Limpas são extremamente necessárias na profilaxia da contaminação, ocasionando importante ganho na qualidade dos produtos , evitando-se o processo dispendioso de retrabalho , e conseqüente dano a imagem e reputação da empresa no mercado.
Introdução   
Pode-se dizer que Sala Limpa é aquela que contém sistema de manutenção da qualidade do ar interior, apresentando os níveis de contaminantes e particulados dentro dos limites establecidos por Norma para a atividade exercida.
Embora tenha se dado grande atenção à saúde, segurança e economia, o conforto ainda é o maior destaque da indústria. Experiência tem mostrado que não muito freqüente alguns estão conseguindo conciliá-los. Ainda que todos os fatores que afetem o conforto ainda não os conhecemos, a limpeza e conforto estão diretamente influenciados pela temperatura, umidade, movimentação do ar bem como a radiação térmica proveniente das áreas ao redor. Odor, poeira e ruído são fatores adicionais que podem causar um sentimento de desconforto. No projeto de sistemas de HVAC tem que se manter estas variáveis dentro dos limites especificados, tanto para o consumidor como para as normas de engenharia e saúde.
Devido as reduções na quantidade de ar exterior insuflado ao ambiente, diversos problemas de saúde foram levantados e associados a ambientes fechados com ar condicionado. Em 1987 a Organização Mundial de Saúde enumerou diversas doenças causadas, ou mesmo desencadeadas, em ambientes fechados, como doenças respiratórias (tuberculose, pneumonia, alveolite, asma etc.) (BURGE, 1988; BURROUGHS, 1997). A epidemia de tuberculose está sendo amplamente associada aos ambientes fechados (COX, 1998). Tais doenças tem custado caro aos cofres públicos e privados, devido ao afastamento de trabalhadores (BROWN, 1991; REVISTA ABRAVA, 1997; STERLING, 1993; WHYTE, 1992).
Muitos locais necessitam de condicionamento do ar especial, principalmente na qualidade requerida. Em hospitais, principalmente em salas de operações, centros de terapia intensiva e de doenças infecto-contagiosas. A indústria farmacêutica também necessita de excelente qualidade do ar para seus processos de fabricação de remédios. A indústria microeletrônica é a mais exigente no que diz respeito a quantidade de partículas, visto que na fabricação de circuitos miniaturizados uma simples partícula pode danificar componentes, ou mesmo placas.
Problemas que a má qualidade do ar interior vem causando aos sistemas eletrônicos, devido a proliferação de microorganismos em placas, chips etc (SHIELDS, 1998). Existe a necessidade de se manter áreas limpas, tanto na indústria eletrônica, como em outras em que o ar é principal e maior meio de contaminação. Sistemas de monitoramento em salas de injetáveis visam minimizar problemas na indústria farmacêutica (ATHAYDE, 1998).
Fatores sérios combinados produziram esta advertência: a contaminação do ar interior por uma variedade de poluentes tóxicos e perigosos nesta última década veio a acentuar e reconhecer o sério problema em potencial de risco à saúde pública.
O codinome Síndrome do Prédio Doente é aplicado para ocorrência de variedade de sintomas de doenças relatadas por ocupantes de grandes escritórios e outros prédios públicos. Este problema também tem sido chamado de "Relato de prédios doentes" e "síndroma dos ambientes fechados". Nos ambientes com características citadas, há um grande número de pessoas (em muitos casos > 30% da população do prédio) que reclamam de sintomas de doenças não específicas, com os seguintes sintomas: dores de cabeça, às vezes fadiga, irritação nos olhos, nariz e garganta e falta de ar. Ou sintomas mais específicos como febre, dor de cabeça, casos de hipersensibilidade a pneumonia e legionella.
Histórico
As primeiras salas limpas surgiram em hospitais. O trabalho de Pasteur, Koch, Lister e outros pioneiros e cirurgiões que há 100 anos descobriram que bactérias causariam infeções. Lister substancialmente reduziu as infeções operando na sala da Royal Infirmary, utilizando como antiséptico solução de ácido fênico em instrumentos, nas mãos dos cirurgiões e espirrando-o no ar.
Embora as salas limpas de ontem fossem similares às de hoje, a principal omissão estava na ventilação positiva, através da limpeza do ar. A utilização do ar exterior também mostrou-se muito importante, reduzindo a concentração dos contaminantes (1855).
o    Bourdillon and Colebrook (1946) - utilização de salas com pressão positivas em relação as adjacentes;
o    1961 - criou-se o sistema unidirecional ou fluxo laminar conceito de ventilação que utilizam filtros HEPA com fluxo sob regime laminar;
o    Projetos considerando o ser humano como fonte de bactérias e dispersor de partículas de pele e outras e também através da respiração (1962);
o    Utilização do fluxo de ar como forma de remover contaminantes em hospitais (1964);
o    John Charnley. (início da década de 60) inseriu a técnica de uma junta artificial tipo bacia. Esta é extremamente efetiva na operação, mas as taxas de assepsia nas junções, nos casos estudados foi de quase 9%. Este método foi um desastre para os pacientes porque com o tempo, os métodos usados no tratamento das infeções não foram muito efetivas e a junção artificial teve de ser removida;
o    (1966) Utilização do fluxo laminar durante operações, reduziu de 9 para 1,3% as infeções durante as operações;
o    (1980) Ultraclean com sistema de fluxo laminar;
o    Realizou-se a limpeza dos ambientes de produção, para a fabricação de sistemas de precisão. Assim criou-se o conceito "Livre de Bactéria" e não apenas livre poeira;
o    Depois da guerra com desenvolvimento de armazenamentos nucleares bem como a utilização de armas químicas e biológicas, produziu-se os filtros High Effciency Particulate Air (HEPA), filtros que foram necessários para conter micróbios perigosos e contaminantes radioativos.

Classificação das Salas Limpas


As salas limpas são classificadas pela pureza de seu ar. O método mais facilmente conhecido e universalmente aplicado e é sugerido pela Federal Standard 209 em que o número de partículas igual ou maior que 0,5 mm é medida em um pé cúbico e esta contagem é usada para classificar a sala.


Classificação Federal Standard 209    1    10    100    1.000    10.000    100.000
No. De partículas por pé cúbico ³ 0,5mm.    1    10    100    1.000    10.000    100.000


Na classificação requerida para diferentes indústrias temos, seus níveis de partículas, em função do tipo de atividade, grau de concentração.


Classe 1 - estas salas são somente usada para manufatura de circuitos integrados com desenvolvimento de geometrias sub-mícron.
Classe 10 - salas usadas para manufatura de semicondutores produzidos em larga escala, circuitos integrados com linhas menores que 2 micras.
Classe 100 - Usado quando se deseja ambientes livres de partículas e bactérias é requerida na manufatura de produtos médicos injetáveis. Requerido para operações de implantes ou transplantes cirúrgicos. Fabricação de circuitos integrados. Isolamento de pacientes imonudeprimidos e pacientes com operações ortopédicas.
Classe 1000 - Fabricação de equipamento de alta qualidade. Montagem e teste de giroscópios de precisão. Montagem de mancais miniaturizados
Classe 10.000 - Montagem de equipamentos hidráulicos e pneumáticos de precisão, válvulas servo-controladas, dispositivos de relógios de precisão, engrenamento de alto grau.
Classe 100.000 - Trabalhos óticos em geral, montagem de componentes eletroeletrônicos, montagem hidráulica e pneumática.

Tipos de Salas Limpas
As salas limpas envolvem em dois grandes tipos, que são diferenciadas pelo seus métodos de ventilação. São de fluxo convencional e unidirecional. Salas limpas convencionais são também conhecidas como salas limpas de ventilação turbulenta ou (no Federal Standard 209) não unidirecional. Salas limpas de fluxo unidirecional são também conhecidas como de fluxo laminar ou salas ultra limpas.
Salas limpas ventiladas convencionalmente.

A figura mostra um diagrama de uma sala típica convencionalmente ventilada. O método geral de ventilação usado neste tipo de sala limpa é similar aos utilizados em escritórios, lojas e sistemas comerciais, em que o ar insuflado na planta de ar condicionado pelo forro. Assim, uma sala limpa difere de uma sala comum apenas pelo número de condições:

i.    aumento do ar de insuflamento: a quantidade de trocas de ar está entre 20 e 60, ou seja em torno de 10 vezes mais que um escritório comum.
ii.    filtros de alta eficiência: filtros com cerca de 99,97% de remoção de partículas ³ 0,5mm. (HEPA) ou ULPA Ultra Low Particulate Air 99,998%
iii.    Filtros de ar terminais: os filtros são instalados na descarga dos difusores, ou seja, diretamente na saída de ar dos dutos para a sala.

As salas limpas são construídas com materiais que não geram partículas e são facilmente limpas. A limpeza do ar transportado de uma sala limpa convencionalmente ventilada depende da quantidade e qualidade do ar de insuflamento e a boa mistura com o ar exterior devidamente filtrados. As salas limpas dependem também da quantidade de geração interna de contaminantes, quantidade de pessoas, grau de atividade, tipo de vestimenta. Pessoas movimentando-se com uma vestimenta pouco limpa assim como avental ou guarda-pó gerará, em média, entre 2 milhões de partículas ³ 0,5mm. e 300 mil partículas ³ 0,5mm. e 160 bactérias carregadas por minuto. Se uma pessoa veste roupas projetadas, feitas para redução de partículas e as bactérias reduzidas em 50 a 92% respectivamente.    Se a eficiência dos filtros podem ser assumidas como 100%, então a quantidade de partículas para a sala limpa convencionalmente ventilada pode ser determinada seguindo a equação:
Concentração no fluxo de ar = (número de partículas geradas por minuto/ volume de ar de insuflamento)
Salas limpas ventiladas neste convencionalmente turbulentas não podem ser incluídas em classes menores que 1000, durante a fabricação, mas são mais comumente classe 10.000. Para se obter salas limpas, grandes diluições das partículas são necessárias e esta pode ser conseguida pelo fluxo unidirecional do ar.
Salas limpas com fluxo unidirecional do ar
Fluxo de ar unidirecional é usado quando transporte de baixas concentrações de partículas ou bactérias é requerido. Este tipo de sala limpa foi anteriormente citada como "fluxo laminar", ambos descrevem o fluxo do ar. Este fluxo é usualmente na direção horizontal ou vertical, a uma velocidade uniforme entre 0,3 e 0,45 m/s e entrada de ar por toda parte.
A velocidade é suficiente para remover relativamente grande quantidade de partículas das áreas. O fluxo de ar é insuflado diretamente sobre o objeto desejado, ou mesmo sobre o paciente, fazendo uma cortina de ar com alto grau de pureza, mantendo as partículas longe pelos princípios do escoamento laminar.
O volume de ar de insuflamento de fluxo unidirecional está muitas vezes (10-100) a mais que o insuflamento em uma sala limpa convencionalmente ventilada. Existem custos muito altos na operação.
As salas limpas com fluxo unidirecional mais construídos são as verticais onde o insuflamento superior facilita a rápida retirada das partículas pelo piso.
O menos popular é o horizontal devido ao fato que durante as limpezas (Varredura) as partículas ainda são arrastadas contaminando todo resto do processo, enquanto que o de fluxo vertical as partículas rapidamente são retiradas do ambiente.
Salas com fluxo misturado
Este tipo de sala é de fluxo convencional em que a fabricação crítica é isolada com alta qualidade do ar provida por um sistema de fluxo unidirecional. Este é dos métodos mais simples e efetivos no controle de contaminação.
Sistemas Fechados
Trabalhos perigosos com produtos tóxicos ou bactérias perigosas tem sido realizado por muitos anos sistemas fechados. Trabalho com germes livres de animais teve também a separação através de isoladores plásticos como prevenção de entrada de microorganismos. Estes retém os contaminantes ou excluem contaminantes, embora não dependam do fluxo de ar, mas de paredes metálicas e
plásti cas. Este princípio de isolação tem claramente excelentes propriedades de separação  hoje em dia está sendo utilizado em salas modernas de alta tecnologia.   

O ar com isolador esteriliza o ar além de filtrá-lo com filtros HEPA ou ULPA. O contato de pessoas é totalmente separado dos materiais manuseados por roupas pressurizadas, existe um excelente isolamento de fontes de geração de partículas. Estes sistemas também são utilizados na fabricação de semicondutores.
Contenção de Contaminação
As salas limpas são usadas para prevenir contaminação de artigos produzidos na sala.
Assim é muito comum achar que alguns processos de fabricação produzem substâncias tóxicas ou bactérias perigosas e esses tem que ser contidos. Isso pode ocorrer, por exemplo, em indústrias farmacêuticas onde produtos altamente ativos, como hormônios não muito distante do operador. Laboratórios de engenharia genética, laboratórios de microbiologia.



Para esses tipos de atividade cabines foram desenvolvida para aumentar a segurança do operador que manipula microorganismos ou produtos tóxicos e divididos respectivamente em três classes. Classe I, II, III . A utilização dessas classes dependem do tipo e perigo oferecido pelos materiais manipulados.

Salas Cirúrgicas
Nenhuma área do hospital requer mais cuidado no controle das condições de assepsia do ambiente que o ambiente cirúrgico. O sistema que supre as salas de citoscopia e fratura, requerem projeto especial para reduzir ao mínimo a concentração de microorganismos em suspensão no ar.
A maior quantidade de bactérias encontradas nas salas de operação vem da equipe cirúrgica e é um resultado de sua atividades durante o procedimento operatório. Durante uma operação, a maioria dos membros da equipe cirúrgica está próxima a mesa cirúrgica, criando uma situação de aumento de concentração de contaminantes nesta área altamente sensível.
Salas de Operação, estudos dos sistemas de distribuição de ar nas salas de operação e observações das instalações industriais de salas limpas indicam que o insuflamento de ar do forro de forma descendente, sendo retirado pela parte inferior, é provavelmente mais efetivo padrão de movimento do ar mantendo a concentração de contaminantes a um nível aceitável.
A aplicação de sistemas de insuflamento pelo forro e exaustão próximo ao piso é de grande aceitação pela comunidade médica de infectologia. Além do que proporciona maior assepsia na mesa de operação, principalmente quando aplicado concomitantemente como insuflamento laminar e filtros HEPA ou ULPA.

Indústrias Farmacêuticas
Os processos da indústria farmacêutica podem ser divididos em três categorias:
o    Produtos Injetáveis, produtos que são injetados em pessoas;
o    Produtos Tópicos, que são aplicados sobre a pela humana; e
o    Produtos de uso Oral, que são ingeridos.
Geralmente os produtos injetáveis requerem muito mais alta qualidade nas condições ambientais que os Tópicos e Orais. A corrente sangüínea apresenta baixa quantidade de bactérias que na pele ou no estômago. Com exceção dos olhos que são mais suscetíveis a infecção que a pele.
Na fabricação de injetáveis, devido ao risco não apenas de poeira, mas principalmente a presença de microorganismos. A produção ou síntese de hormônios humanos e vacinas requerem locais esterilizados, bem como líquidos isentos de microorganismos.
A condição necessária para esse tipo de ambiente é Classe 100 e geralmente utiliza-se o fluxo laminar.
Tópicos, os produtos para uso externo, exceto produtos para os olhos. Não necessitam de grau de pureza do ar tão elevado quanto para os injetáveis, isto porque sobre a pele humana existem diversos microorganismos. Deve-se reduzir a presença de microorganismos para que os mesmos não deteriorem os produtos. Utilizando Classe 100.000 já é suficiente. Para preparação de produtos para os olhos necessita-se de ambientes e produtos mais estéreis.
Produtos de Uso Oral, deve-se evitar a contaminação direta e indireta dos produtos, porém o grau de rigorosidade não é tão elevado como com os produtos injetáveis.
Em todos os casos, as salas de preparação possuem pressão maior que as adjacentes. A sala principal utiliza ventilação com fluxo laminar.
Existe uma sala de esterilização dos ocupantes, que trabalharão na sala principal. Outras sala possuem pressão positiva, porém menor que as salas de acesso a sala principal.

Indústria de Biotecnologia
A indústria de biotecnologia, manipula diversos produtos "vivos", ou seja, vírus bactérias, fungos e outros animais e plantas, com o intuito de produzir remédios, produtos alimentícios, cosméticos, produtos de auxílio à agricultura e ao maior ambiente etc.
Bioprocessos e operações como culturas de células animais, culturas de bactérias, fermentação, cultura de plantas e fungos etc.
Ao observar tais diferenças e muitas vezes os seres que são manuseados possuem grande poder de destruição da vida de outros. O isolamento se faz necessário, além de ao redor possuir Classe de filtragem tipo 100 com fluxo laminar.
Outras utilizações também necessitam de grandes cuidados, geralmente nesses laboratórios, usam instrumentos de altíssima precisão. Isso torna o condicionamento de tais ambientes de vital importância.
Determinados laboratórios trabalham com produtos radioativos, o que leva a adotar o ar com 100% de exaustão e grande eficiência de filtragem.

Salas de Equipamentos Eletrônicos
A utilização de salas limpas, na indústria microeletrônica é sumariamente importante, principalmente à quantidade de partículas presentes no ar.
As principais características que devem ser mantidas nessas salas são:
o    Quantidade de partículas: Menos que 1 de 0,1 mm /ft3
o    Variação de temperatura: ± 0,1ºC
o    Variação de Umidade: ± 2%
o    Ruído menor que 60 dBA
o    Componentes orgânicos: menos de 1ppm
o    Ácidos, gases e vapores no ar: menos de 1.0 ppm
o    Gases de processos: filtração abaixo de 0,1 mm
o    Líquido de processo (incluindo água de deionizada): abaixo de 0,1 mm
o    Sistemas de monitoramento e controle para assegurar as especificações.
Fabricação de circuitos de semicondutores
A fabricação de circuitos semicondutores utilizando amplamente as salas limpas. Devido ao alto grau de miniaturização dos circuitos e também que a qualidade deles depende do alto grau de pureza dos processos utilizados. Como o germânio e o silício a presença de uma partícula nesses circuitos muitas vezes danifica seu funcionamento.
Na fabricação dos "wafers" necessita-se de um grau de pureza mínima de Classe 100 e em casos mais rigorosos Classe 1.
Durante a montagem pode-se utilizar a Classe 10 e ou Classe 100.
Na fabricação de "chips" de última geração está se utilizando na salas com Classe 0,1 e especialmente projetadas para tal utilização, com filtros de até 99,9995% de eficiência.

O sistema de insuflação é através de fluxo laminar e com pressão positiva e com velocidade de 0,5 m/s a 0,09 m/s.
Existe a necessidade de sistemas de monitoramento e controle da quantidade do ar interior continuamente de forma a se saber quando é necessário intervir no funcionamento do sistema ou em casos mais graves invalidar um lote de peças ou para a produção para realizar a limpeza do ambiente.
Todos os sistemas devem ser aprova de infiltração de ar, e também possuir cantos de fácil acesso para limpeza.
As pessoas que utilizam tal ambiente, tem que vestir roupas apropriadas e limpas com rigor que o processo exige.
As salas que exigem mais alto grau de pureza do ar, devem possuir pressão superior às adjacentes e essas às outras, que servem de antecâmara. Para evitar a infiltração de partículas de outros ambientes por diferencial de pressão.
Conclusão
A aplicação correta das normas e também da manutenção em salas limpas é de fundamental importância para obter a qualidade do ar interior desejável, de maneira a atender o padrões requeridos para cada tipo de atividade exercida para o

2- Descreva as etapas (da entrada de roupas, passando pela lavagem, secagem e chegando até a distribuição.

  No lay out abaixo vemos uma lavanderia para lavar uniformes .(clique na foto para aumentar)


Lado esquerdo são roupas normais sem necessidade de ser classificadas especiais de classe 100,1000 ou 10000.
No lado debaixo é uma lavanderia para uniformes a ser usados em Clean Room, usando lavadoras-extratoras , ao contrario do lado de cima  que usa  centrifugas no lado limpo separados ambos por barreiras em alvenarias com máquinas em barreiras com particularidades dependendo da classe de clean room minuciosamente fabricada . Veja os vestiários do lado sujo e do lado limpo que há critérios  com anti-camaras e portas de intertravamentos para garantir que o fluxo de pessoas e suas trocas de uniformes não contamine o ambiente classificado que irá variar de acordo com o numero de renovações do sistema de ar central feito por empresas especializadas em fluxo de ar  insuflando na sala e fluxo laminar quando os pacotes com os uniformes forem empacotados e medidos sua pureza com um contador de partículas sobre a mesa que irá enviar pela porta pass through  no final de mesa. Normalmente as embalagens são simples ou duplas dependendo da sala onde será usada o operador ao vestir o uniforme abre dois  embrulhos diferentes para garantir uma melhor segurança. Caso o uniforme haja necessidade de ser estéril é embalado em papel grau cirúrgico antes de enviar para uma autoclave a vapor. O secador das roupas úmidas que vem da lavadora extratora possuem filtros HEPA de acordo com o grau de classe que se pretende atingir  e o cesto em aço inoxidável , usualmente fabricados em cestos galvanizados como na lavanderia da esquerda. A lavadora, a agua utilizada podendo ser desminalizar , produtos químicos especias, tipo de fibra da roupa , etc são determinadas de acordo com a classe escolhida. Note que o estoque final de uniformes é único para os classificados e os  não classificados pois após roupas embaladas que saem pelo pass- through não há como recontaminar .

3-  Quais os cuidados devem ser tomados para garantir a qualidade do processo?


As pessoas que adentram a área deverão estar vestidas com roupas especiais confeccionadas com materiais sintéticos (Polyester Alta Densidade ) isentos de algodão e com baixa retenção de carga eletrostática, visando minimizar à contaminação da área.
As Vestimentas utilizadas nos mais variados processos , exige que as mesmas sejam confeccionadas com padrões Especiais de Costura (Rebatida), evitando o desprendimento de Particulados no Ambiente e possível contaminação.
Tecidos de Alta Tecnologia com barreiras Antimicrobicidas (SHIELDS ), tratamento especial de repelência a Fluidos (DUPONT ), serão utilizados, justificando a sua troca diária, bem como o acompanhamento de sua vida útil.
O Uniforme a ser utilizado em Salas Limpas usualmente consiste em, conjunto composto de macacão sem bolsos, mangas tipo Raglan, proporcionando maior mobilidade e conforto ao operador, Capuzes que deverão se ajustar devidamente em torno da cabeça, Luvas de vinil ou látex as quais deverão estar previamente isentas de pó do talco, Botas com solados em látex ou borracha irá compor o conjunto, o qual deverá ser totalmente  lavável
As roupas serão higienizadas em condições severas de limpeza, sendo acondicionadas em embalagens lacradas à vácuo . Conjuntos utilizados em Salas Limpas Classe "10.000", deverão ser higienizados e acondicionadas em condições de Classe 100. A cada lavagem a roupa deverá passar por uma rigorosa inspeção para verificar eventuais desgastes .
4- Há testes realizados para verificar a qualidade da roupa higienizada?
Sim, usando o contador de partículas
5- Quais os fatores a se considerar para tomar a decisão sobre a necessidade de se implantar uma lavanderia dentro da indústria ou contratar um empresa terceirizada para lavar as vestimentas?
·    Se a industria tiver tratamento de efluente para toda planta ao terceirizar a lavanderia  terá que  garantir para que  não haja co-responsabilidade da empresa grande com a pequena, e como investimento pode ser alto é melhor que a empresa grande monte sua própria lavanderia caso haja tratamento de efluente.
·    O maior investimento alem da ETE será o fluxo laminar e o sistema de insuflação  e troca de ar com toda sua alvenaria e revestimentos epóxi que poderá ser absorvido pela empresa grande que já possui “Know  How”e técnicos que atendem toda industria. Como o investimento adicional é somente a lavadora extratora e secador  onde é o menor investimento (cerca de R$150mil para um conjunto de 50 kg ), cabe avaliar se os custos da terceirização irá compensar pois a lavanderia que está investindo terá que criar todo o ambiente de fluxo de ar e filtros e da ETE nas condições exigidas pela industria que está terceirizando e para isto ela precisará de volume(normalmente são baixos volumes ) para pagar seu investimento

6- Locação x compra: vantagens e desvantagens
A  locação poderá ser a melhor solução se houver padronização dos uniformes da própria lavanderia que terá maior volume conseguindo fazer carga nominais de maquinas para viabilizar o projeto para quem presta serviço de locação e para quem esta locando.
Para serviços somente de lavagem com o uniforme da industria muitas vezes o volume sendo pequeno não há carga nominal pelo maquinário devido volume pequeno de uniformes. Ao contrario dos uniformes normais que tem volume de roupas bem maior que viabiliza o investidor  de lavanderias prestadoras se serviços.
Gostaria de fazer um alerta como ocorre em alguns hospitais com grande volume que estão desistindo da terceirização  concluem que compensa ter sua própria lavanderia. Por exemplo em 100.000 kg de roupas a ser lavada se o custo médio interno for R$ 1,00/kg  terá  uma despesa de R$ 100.000,00/mês  contra R$120 mil  externo (se considerar somente 20% de impostos para mandar pra fora) e mais transporte e lucro do empreendedor . Ao longo de um ano com R$ 20mil de imposto mensais terá R$ 240 mil em 12 meses que muitas vezes  com um pouco mais paga o investimento.

Autor: Eng. Carlos Maciel
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Capacidades e Fator G das Lavadoras

Capacidade nominal da máquina e Fato G


Capacidade nominal da máquina, é aquela utilizada como referência pela industria fabricante para qualificar o equipamento com relação a sua classe de equipamento ou capacidade prevista de produção, por lote a ser processado ou seja o peso ou volume de peças ou tecidos que se coloca dentro da máquina de lavanderia para cada ciclo de processo.

Bom, relação de carga é a relação entre o volume em litros ou dm3, que possui o cesto interno de um equipamento e a quantidade em kg de peças ou tecidos que serão colocados no equipamento em cada ciclo de processo.

O que ocorre é que para máquinas de lavar existem atualmente 3 relações de carga para máquinas de lavar utilizadas pelos fabricantes:

1 para 10 = uma máquina de lavar de 50kg fabricada com esta relação terá um volume interno livre de 500 litros ou dm3.

1 para 12 = uma máquina de lavar de 50kg fabricada com esta relação terá um volume interno livre de 600 litros ou dm3.

1 para 14 = uma máquina de lavar de 50kg fabricada com esta relação terá um volume interno livre de 700 litros ou dm3.

Sabemos que o que define uma boa ação mecânica de um equipamento de lavar é a queda livre, dentro deste cesto interno, que sofrerão as peças de tecido desta referida carga. Como complemento os cestos internos que tem suas furações estampadas, isto é como uma saliência na borda destes em forma de anel, além da ação de queda propiciam uma ação de esfregação que auxilia também na ação mecânica.

Simplificando, relação de 1:10 é igual a colocar 1 kg de tecido em um balde vazio de 10 litros, 1:12 é colocar i kg de tecido em um balde vazio de 12 litros e 1:14 é colocar 1 kg de tecido em um balde vazio de 14 litros, como a queda só se faz em espaço livre, a relação de carga que propiciar o maior espaço livre, propiciará a melhor ação mecânica.

Para um técnico da empresa de químicos, equilibrar o ciclo de sinner, com a finalidade de se obter o melhor resultado e custo benefício em um processo de lavagem, de acordo com a sujidade e tipo de tecido ele definirá a relação de carga do equipamento conveniente para cada processo.

Por isso muitas vezes nos encontramos com a seguinte situação, o fabricante define para sua máquina de 50kg, que foi comprada como de 50 kg, uma relação de carga de 1:10, e o técnico sabe que para se obter um bom resultado no processo deve-se utilizar uma relação de carga de 1:14, geralmente em roupas se sujidade muito pesada como hospitalar, o que ocorrerá é que este equipamento trabalhará com 35 kg de peças de tecido em cada ciclo e se definir 1:12 este equipamento processará cargas de 41 kg de peças de tecido. Também por este motivo máquinas de 140 = 1400 litros ou dm3, só lavam 100 kg de roupa.

Importante salientar que estas relações de carga são definidas para tecidos secos. Sendo assim quando fora desta classificação devemos utilizar o bom senso.

Outro fator a se considerar é verificar se o fornecedor de produto está lhe fornecendo uma relação de consumo de produto por kg de roupa processada ou pela capacidade nominal do equipamento, se estiver acontecendo isto o custo de produto deve ser ajustado proporcionalmente a carga de roupa efetivamente lavada

Lavadora extratora entrevista L&C

Entrevista revisada com José Zanetti sobre lavadoras-extratoras para a
Revista Lavanderia & Cia  ( edição de Maio / Junho de 2008) Numero 181
Ano 30   da ANEL Associação Nacional das Empresas de Lavanderia

Dados pessoais: José Aldevino Zanetti, fundador da Mamute Equipamentos para Lavanderias Ltda, atualmente PANDATECH Indústria de Máquinas para Lavanderia Ltda.
Experiência profissional: 20 anos trabalhando no desenvolvimento de maquinas, equipamentos, ferramentas e dispositivos.


1.    Qual a diferença entre uma lavadora/extratora e uma lavadora convencional ?

A lavadora extratora comparada com as convencionais reduz: mão de obra, consumo de água, custos de manutenção, tempo de processo, espaço físico da lavanderia, aumenta a durabilidade dos enxovais, melhora o aspecto visual da lavanderia, diminui os riscos de acidentes de trabalho, melhora o layout e a rotina do processo de lavagem em geral.


2.    Quais as vantagens das lavadoras/extratoras ?

·    Diminui a mão de obra, uma vez que não é necessário retirar a roupa da lavadora , colocar  no carrinho, retirar do carrinho e colocar na centrífuga.
·    Reduz o consumo de água, reduzindo o numero de enxágües com centrífugações intermediárias após a lavagem com detergente.
·    Reduz o tempo de processo reduzindo enxágües.
·    Reduz os custos de manutenção, porque temos um equipamento ao invés de dois.
·    Reduz o espaço físico ocupado eliminando as centrífugas.
·    Melhora o aspecto visual alinhando as Lavadoras Extratoras, eliminando as centrífugas, eliminando a água que cai no chão durante o transporte da roupa da lavadora ate a centrífuga, diminui o numero de carrinhos estacionados próximos as centrífugas e etc..
·    A redução de peso dos carrinhos que transportam roupas úmidas centrífugadas e não molhadas, permite revestir o chão da lavanderia com pisos mais leves.
·    Muitos acidentes ocorrem durante a operação das centrífugas e quando o chão ao redor das mesmas esta molhado. Devido ao auto balanceamento da carga nas Lavadoras Extratoras, não é necessária nenhuma intervenção manual durante o processo de centrífugação. Obs. O maior número de acidentes em uma lavanderia        ( 90 % ) ocorrem  com centrífugas  .
·    Como o processo de centrífugação é incorporado num mesmo equipamento, o tempo de  carga e descarga nas centrífugas é eliminado agilizando o processo.
·    A descarga em uma lavadora extratora é facilitada pela posição da porta de descarga e pelo fato das roupas estarem pouco úmidas. Muitas roupas são danificadas durante a descarga em lavadoras convencionais, porque as roupas tem umidade residual alta , estão  pesadas e na maior parte das vezes entrelaçadas.


3.    Quantos tipos de lavadoras-extratoras existem ?

·    Lavadoras Extratoras Hospitalares com suspensão ( High spin ), com cesto dividido em duas e três partes.
·    Lavadoras Extratoras Hospitalares fixas ( low spin ), com cesto dividido em duas e três partes.
·    Lavadoras Extratoras Frontais fixas ( low spin ), com cesto sem divisões.
·    Lavadoras Extratoras Frontais com suspensão ( High spin ), com cesto sem divisões.
·    Lavadoras Extratoras Frontais com suspensão, basculamento para carga, basculamento para descarga e cesto sem divisões.


4.    Se as lavadoras-extratoras com suspensão são consideradas melhores, por que existem as fixas ?

·    As Lavadoras Extratoras Fixas podem ser utilizadas como as Lavadoras Extratoras com suspensão. Para se obtenha o mesmo resultado de uma Lavadora Extratora com suspensão é necessário  aumentar o tempo de centrífugação da Fixa. Quando o tecido a ser lavado é sintético, a Lavadora Extratora Fixa é indicada por quebrar ( pressionar ) menos o tecido na parede do cesto, facilitando a passadoria.
A Lavadora Extratora Fixa é limitada quanto a sua capacidade, até 50kg de carga com cesto dividido e 30kg de carga com cesto sem divisão.

5.    Está correto comparar o preço de uma lavadora convencional de 100 Kg com o de uma lavadora extratora de 100 Kg ? Por que?

·    Esta correto analisar o custo e o beneficio que o equipamento trará para a Lavanderia no decorrer de sua vida útil.
·     Não esta correto comprar um equipamento analisando somente o valor aplicado no ato da compra. O custo por quilo lavado no decorrer da vida útil de um equipamento é o que definirá o quanto o equipamento vale.

6.    Por que as roupas duram mais quando são lavadas em uma lavadora-extratora ?

·    Porque nas Lavadoras Extratoras as roupas não sofrem danos ao serem descarregadas. enquanto que nas lavadoras convencionais as roupas são geralmente danificadas durante a descarga, devido ao peso das roupas encharcadas ao serem puxadas.

7.    A lavadora-extratora pode economizar água ? Por que ?

·    Pode. Adicionando centrífugações intermediarias ao longo do processo de lavagem, a fim de reduzir o numero de enxágües.

8.    Por que o processo de lavagem é mais curto numa lavadora-extratora ?

·    Porque podem ser reduzidos enxágües durante a lavagem e porque é eliminado o tempo de remoção das roupas da lavadora para a centrífuga

9.    O sistema de automação tem alguma influência sobre a desempenho da lavadora-extratora ?

Com certeza. A lavadora automatizada tem desempenho superior a uma lavadora convencional.
O sistema de automação permite ter processos confiáveis quanto à qualidade da lavagem, padronizados para diversos tipos de lavagem, seguro quanto à aplicação dos produtos químicos na hora certa e na quantidade correta. Permite auferir custos por quilo lavado com menor margem de erro. Economiza água, energia e mão de obra, porque o comando automatizado da lavadora executará o processo de lavagem e centrífugação com precisão nos tempos, nos níveis de água, na dosagem de produtos químicos e na finalização do tempo total programado.

10.    Todas as lavadoras-extratoras são iguais ?

Não, variam de fabricante para fabricante. Cada fabricante constrói conforme seu departamento de projeto planeja. É importante analisar as lavadoras extratoras quanto ao seu volume de cesto livre, pois  o volume do cesto influencia diretamente no processo de lavagem, aumentando e diminuindo a ação mecânica. Existem cestos que devido a sua construção não diminuem o volume interno, mantém a relação diâmetro e comprimento sem interferências, e cestos que quebram a relação diâmetro e comprimento com portas e batentes de portas que interferem nesta relação e diminuem o volume interno.

Gostaria de agregar em com verde mais algumas informações sobre
O depoimento do Eng. Zanetti.



Entrevista revisada com José Zanetti sobre lavadoras-extratoras para a
Revista Lavanderia & Cia  ( edição de Maio / Junho de 2008) Numero 181
Ano 30   da ANEL Associação Nacional das Empresas de Lavanderia



1.    Qual a diferença entre uma lavadora/extratora e uma lavadora convencional ?

A lavadora extratora comparada com as convencionais reduz: mão de obra, consumo de água, custos de manutenção, tempo de processo, espaço físico da lavanderia, aumenta a durabilidade dos enxovais, melhora o aspecto visual da lavanderia, diminui os riscos de acidentes de trabalho, melhora o layout e a rotina do processo de lavagem em geral.
Lavadoras sem extração praticamente não existe mais nos países mais avançados em função dos altos custos de mão de obra . São produtos cuja aceleração aplicada sobre o cesto devido a força centrifuga (conhecida como fator G) precisa de grandes reforços em portas, estabilidade e cuidados super especiais que necessariamente acaba necessitando de inversor de freqüência e automação para garantia de segurança do operador, logo uma lavadora convencional pode ser automática ou não , porém as lavadoras extratoras sempre serão  automáticas, por isto seu custo de fabricação é muito superior.


2.    Quais as vantagens das lavadoras/extratoras ?

·    Diminui a mão de obra, uma vez que não é necessário retirar a roupa da lavadora , colocar  no carrinho, retirar do carrinho e colocar na centrífuga.
·    Reduz o consumo de água, reduzindo o numero de enxágües com centrífugações intermediárias após a lavagem com detergente.
·    Reduz o tempo de processo reduzindo enxágües.
·    Reduz os custos de manutenção, porque temos um equipamento ao invés de dois.
·    Reduz o espaço físico ocupado eliminando as centrífugas.
·    Melhora o aspecto visual alinhando as Lavadoras Extratoras, eliminando as centrífugas, eliminando a água que cai no chão durante o transporte da roupa da lavadora ate a centrífuga, diminui o numero de carrinhos estacionados próximos as centrífugas e etc..
·    A redução de peso dos carrinhos que transportam roupas úmidas centrífugadas e não molhadas, permite revestir o chão da lavanderia com pisos mais leves.
·    Muitos acidentes ocorrem durante a operação das centrífugas e quando o chão ao redor das mesmas esta molhado. Devido ao auto balanceamento da carga nas Lavadoras Extratoras, não é necessária nenhuma intervenção manual durante o processo de centrífugação. Obs. O maior número de acidentes em uma lavanderia        ( 90 % ) ocorrem  com centrífugas  .
·    Como o processo de centrífugação é incorporado num mesmo equipamento, o tempo de  carga e descarga nas centrífugas é eliminado agilizando o processo.
·    A descarga em uma lavadora extratora é facilitada pela posição da porta de descarga e pelo fato das roupas estarem pouco úmidas. Muitas roupas são danificadas durante a descarga em lavadoras convencionais, porque as roupas tem umidade residual alta , estão  pesadas e na maior parte das vezes entrelaçadas.
·    Os problemas trabalhistas de ergonomia inadequada (LER) se reduz substancialmente e praticamente uma lavanderia acima de 5000 kg por dia fica inviável se trabalhar com tantas centrifugas pelos excessos  de movimentos e pessoas e ruídos.
·    Grande facilidade de interligar todas as maquinas em elo numa rede para controle operacional centralizado usando um PC como o Datalavex da empresa lavexmil de Curitiba.
·    Redução no consumo de energia elétrica por não existir picos na rede ocasionados pelas centrifugas separadas que pode ou não usar inversor de freqüência que é obrigatório nas lavadoras extratoras.
·    Economia de água extremamente menor entre 15 a 25 litros por quilo de roupa contra 30 a 40 litros nas antigas lavadoras que chamamos de fusca. Alem da possibilidade de recuperação das águas de enxágüe com com articulação angular direcionando as águas de enxágüe e bruta em canaleta dividida abaixo da máquina como poderão ver nas máquinas lavexmil. As lavadoras extratoras so perdem para o Túnel de lavagem que recupera as águas de enxágüe em contra fluxo com media de 8 a 12 litros por quilo que será algo que teremos que nos preparar devido aos altos custos das água em função cada dia maior da falta do nosso maior e melhor produto químico de lavagem. Note que o consumo de químicos acaba sendo bem menor nas lavadoras extratoras se bem aferido as bombas dosadoras automáticas.




3.    Quantos tipos de lavadoras-extratoras existem ?

·    Lavadoras Extratoras Hospitalares com suspensão ( High spin ), com cesto dividido em duas e três partes.
·    Lavadoras Extratoras Hospitalares fixas ( low spin ), com cesto dividido em duas e três partes.
·    Lavadoras Extratoras Frontais fixas ( low spin ), com cesto sem divisões.
·    Lavadoras Extratoras Frontais com suspensão ( High spin ), com cesto sem divisões.
·    Lavadoras Extratoras Frontais com suspensão, basculamento para carga, basculamento para descarga e cesto sem divisões.
·    Temos lavadoras extratoras com cesto frontal ( como num secador) e cesto horizontal apoiado dos 2 lados.
·    Para hotéis que não precisa de barreira acaba sendo usado as frontais conhecidas como “Open Pocket” que podem com cesto basculante que descarrega sobre o carrinho sem a necessidade de se colocar as mãos.
·    Quanto a barrreira pode ser fronto- lateral usado em lavadoras frontais e barreira com separação de ambiente normal em lavadoras horizontais que podem com ou não com estanqueidade absoluta usado em lavadoras especiais para lavanderias de salas limpas (Clean room) comum em industria eletrônica , farmacêutica e de alimentos.
·    Como explicado pelo meu colega Eng.Zanetti, nas low speedy, normal speed e higth speed  existem as lavadoras rígidas com fator G entre 70 e 120 ( deixa maior % de água, portanto irá precisar de mais secador e conseqüente maior consumo energético) e as Flotantes de fator G entre 280 e 400.


·    


4.    Se as lavadoras-extratoras com suspensão são consideradas melhores, por que existem as fixas ?

·    As Lavadoras Extratoras Fixas podem ser utilizadas como as Lavadoras Extratoras com suspensão. Para se obtenha o mesmo resultado de uma Lavadora Extratora com suspensão é necessário  aumentar o tempo de centrífugação da Fixa. Quando o tecido a ser lavado é sintético, a Lavadora Extratora Fixa é indicada por quebrar ( pressionar ) menos o tecido na parede do cesto, facilitando a passadoria.
A Lavadora Extratora Fixa é limitada quanto a sua capacidade, até 50kg de carga com cesto dividido e 30kg de carga com cesto sem divisão.


Note que nas suspensão temos:
Lavadoras rígidas : de 70 a 120 de fator G
Lavadoras flotantes de 280 a 400 de fator G
Fator G é a seguinte fórmula: G=5,6*N*N*D/1000.000
Onde N é a rotação do tambor em RPM que vemos de 500 a 900 rpm
D diâmetro  do tambor em cm
Este fator é uma relação da velocidade ao quadrado e diâmetro do cesto que nos fornece quantas vezes  é maior esta força em relação a força gravitacional.

5.    Está correto comparar o preço de uma lavadora convencional de 100 Kg com o de uma lavadora extratora de 100 Kg ? Por que?

·    Esta correto analisar o custo e o beneficio que o equipamento trará para a Lavanderia no decorrer de sua vida útil.
·     Não esta correto comprar um equipamento analisando somente o valor aplicado no ato da compra. O custo por quilo lavado no decorrer da vida útil de um equipamento é o que definirá o quanto o equipamento vale.
·    Não se pode comparar ambas pois são projetos totalmente diferente . O que irá definir a diferença é uma boa análise de custo beneficio de todas as variáveis que foram faladas acima.

6.    Por que as roupas duram mais quando são lavadas em uma lavadora-extratora ?

·    Porque nas Lavadoras Extratoras as roupas não sofrem danos ao serem descarregadas. enquanto que nas lavadoras convencionais as roupas são geralmente danificadas durante a descarga, devido ao peso das roupas encharcadas ao serem puxadas.

7.    A lavadora-extratora pode economizar água ? Por que ?

·    Pode. Adicionando centrífugações intermediarias ao longo do processo de lavagem, a fim de reduzir o numero de enxágües.

8.    Por que o processo de lavagem é mais curto numa lavadora-extratora ?

·    Porque podem ser reduzidos enxágües durante a lavagem e porque é eliminado o tempo de remoção das roupas da lavadora para a centrífuga

9.    O sistema de automação tem alguma influência sobre a desempenho da lavadora-extratora ?

Com certeza. A lavadora automatizada tem desempenho superior a uma lavadora convencional.
O sistema de automação permite ter processos confiáveis quanto à qualidade da lavagem, padronizados para diversos tipos de lavagem, seguro quanto à aplicação dos produtos químicos na hora certa e na quantidade correta. Permite auferir custos por quilo lavado com menor margem de erro. Economiza água, energia e mão de obra, porque o comando automatizado da lavadora executará o processo de lavagem e centrífugação com precisão nos tempos, nos níveis de água, na dosagem de produtos químicos e na finalização do tempo total programado.

10.    Todas as lavadoras-extratoras são iguais ?

Não, variam de fabricante para fabricante. Cada fabricante constrói conforme seu departamento de projeto planeja. É importante analisar as lavadoras extratoras quanto ao seu volume de cesto livre, pois  o volume do cesto influencia diretamente no processo de lavagem, aumentando e diminuindo a ação mecânica. Existem cestos que devido a sua construção não diminuem o volume interno, mantém a relação diâmetro e comprimento sem interferências, e cestos que quebram a relação diâmetro e comprimento com portas e batentes de portas que interferem nesta relação e diminuem o volume interno.