roupa íntima feminina parecem apontar para um regresso à lingerie de corpo inteiro

Fonte:|portugaltextil.com|
As novas tendências da roupa íntima feminina parecem apontar para um regresso à lingerie de corpo inteiro, à semelhança das pin-ups que marcaram a década de 1950 e em sintonia com o reavivar do burlesco.


Os spotters de tendências no Salão Internacional da Lingerie evidenciam uma tendência global no sentido da lingerie de corpo inteiro, à semelhança das pin-ups da década de 1950. «O que foram os anos 1950? Foi um período pós-guerra», explicou Caroline Le Grelle, consultora de moda para a Eurovet, organizadores da feira internacional da lingerie em Paris. «As mulheres estiveram sujeitas a um período de dificuldades, elas queriam divertir-se. Desta vez não experimentámos uma guerra, mas atravessámos uma crise económica. É exactamente o mesmo sistema de coisas. Queremos varrer tudo para o lado e divertirmo-nos. Daí este regresso ao retro».
Desta forma, é o fim da tanga minimalista e dos sutiãs push-up de meia copa e o regresso dos sutiãs em forma de bala e das calcinhas de cintura alta, principalmente em preto, que Le Grelle chama «a cor de referência para a sedução».
A pin-up Bettie Page da década de 1950 e a sua contraparte moderna Dita Von Teese, aprovam certamente as tendências, e Le Grelle reconhece efectivamente o renovado interesse no burlesco como um factor motivador por trás das preferências de hoje em lingerie. Outro factor, na opinião de Le Grelle, é uma aceitação crescente por parte das mulheres das suas curvas naturais, depois de anos a preocuparem-se por não serem suficientemente magras. «Os corpos das mulheres evoluíram consideravelmente», referiu Le Grelle. «Em poucos anos, as mulheres conquistaram alguns centímetros na cintura e no peito. A lingerie tem sido obrigada a aceitar essa morfologia em mudança».
Mas existem mais novidades na lingerie e as marcas internacionais estão a apostar em novas linhas de produtos, mais adequadas aos tempos que correm. A Triumph International, o maior fabricante mundial de lingerie, que comemora o seu 125.º aniversário este ano, apresentou uma linha de luxo com preços acessíveis, baptizada de Essence. A marca quer também impulsionar fortemente a sua linha Shape Sensation, que utiliza tecidos elásticos ultra-leves para promover o que o fabricante chama de “efeito forma”. «Não é um produto adelgaçante. Trata-se de moldar o corpo», revelou Emilie Kauffmann, gerente de marca e marketing para a Triumph em França.
Outro grande nome, a Wacoal, lançou uma inovadora linha de calcinhas feitas de uma microfibra impregnada com cafeína, vitaminas A e E e aloé vera para supostamente combater a celulite. A Wacoal afirma que, após 28 dias, a sua linha de produtos Beauty Secret pode adelgaçar a coxa em dois centímetros e que 67% das mulheres que experimentaram o produto relataram sentir-se melhor nos seus jeans. No entanto, Tabard Marie-Dominique, porta-voz da Wacoal, advertiu que os resultados não compensam uma alimentação desregrada.

Patrimônio em Perigo - Fábricas Têxteis

Patrimônio em Perigo - Fábricas Têxteis aos

Fonte:|revistadehistoria.com.br|
Companhia de Fiação e Tecelagem São Martinho, e a Fábrica Campos & Irmãos já foram orgulho de Tatuí, no sudoeste de SP. Agora, sofrem com especulação imobiliária


O português Martinho Guedes Pinto de Mello iniciou a produção de algodão no sudoeste do estado de São Paulo na segunda metade do século XIX. Seu filho deu continuidade ao empreendimento e criou, em 1881, a fábrica de tecidos que tornou a cidade de Tatuí a maior produtora do chamado “ouro branco” na região. Mas, a partir dos anos 1960, o complexo foi perdendo mercado, em parte por causa da entrada de produtos importados. Acabou fechado e deixado às moscas.“O complexo da Companhia São Martinho tem fábrica, mansão da família e vila operária. Até os anos 1970, eu visitava a mansão e via banheiras de ferro, móveis de época, caldeiras enormes. Muito foi saqueado, porque eles deixaram abandonado. A fábrica está toda destelhada, teve partes derrubadas, e as pessoas que alugam as casas da vila já mudaram muita coisa ali”, diz Jaime Pinheiro, professor do conservatório da cidade.A situação é parecida com a de outra tecelagem, a Campos & Irmãos, construída no início do século XX também em Tatuí. “Ela ficou quase sem telhas e as janelas foram fechadas com tijolos. Um empresário comprou grande parte da construção por dois milhões de reais e conseguiu ganhar três milhões só vendendo a madeira-de-lei que havia ali”, denuncia Pinheiro. Segundo ele, o centro da cidade é alvo de especulação imobiliária e há grande risco de as fábricas serem destruídas para dar lugar a um novo complexo.


Carnaval brasileiro é 'made in China', diz 'Financial Times'
Uma reportagem do jornal britânico Financial Times afirma nesta segunda-feira que o Carnaval no Brasil é "made in China".
Para comércio, indústria precisa de investimentos para suprir demanda

A reportagem mostra a importância que os produtos chineses ganharam na cadeia produtiva carnavalesca brasileira. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), 80% das fantasias vendidas para o Carnaval são importadas do país asiático.
"Importações baratas da China inundaram o país latino-americano nos últimos anos, em parte como resultado da rápida apreciação da moeda, causando interrupções em diversas partes da economia e colocando um dos maiores dilemas políticos para a nova presidente, Dilma Rousseff", afirma a reportagem.
"Agora até mesmo o famoso Carnaval, a festa de quatro dias que termina na terça-feira, é made in China", diz.
O presidente da Abit, disse à repórter do FT que "há quinze anos, tudo era diferente – tudo era brasileiro".
Uma lojista ouvida pela reportagem do diário financeiro conta que importa mercadorias da China a preços 40% abaixo dos praticados por companhias brasileiras. Com o real mais forte, a loja, que em 2005 importava 30% do seu estoque, hoje importa 60%.
"Não é só a taxa de câmbio", diz a comerciante. "Há carência de novos equipamentos e investimentos no setor têxtil. A demanda é tão forte agora que a indústria não consegue suprir."
Citando economistas, o jornal diz que os esforços do país para combater a apreciação do real são ineficientes e que "a única solução real, não apenas para a indústria têxtil mas para a indústria em geral, é melhorar a qualificação, investir em maquinário e desenvolver a infraestrutura".
A reportagem sugere que o Carnaval, se continua em espírito sendo uma festa brasileira, é em termos econômicos uma festa dos importados.
"Apesar dos esforços da estatal petroleira Petrobras para expandir a sua própria produção de poliéster no Nordeste, é improvável que o Carnaval seja made in Brazil no futuro próximo."
Fonte: bbc
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Fonte:|carnaval.uol.com.br|